Oi. Estou com saudade do teu cheiro. Estou com vontade de você, por isso estou te escrevendo. Antes de começar a me ler, faz o que eu te pedir. Fuck music, põe play nessa playlist. Deita na cama ou no sofá, se acomoda. Não está em casa? Acha um lugar onde nós três possamos ficar sozinhos. Eu, você e o texto.
É sério, faz isso agora.
Pega uma cerveja ou um baseado, os dois, se preferir. Toma um gole, dá um tapa.
Já foi? Podemos começar?
Então vamos.
To vestindo um shortinho por baixo da minha camisola, hoje o dia tá preguiçoso. E tu deve estar aí, camiseta, talvez um casaco, uma calça. Homem é tão básico, tão prático. A verdade é que pouco importa o que tu veste, te olho com olhos de raio-x. E fico molhada.
Meus lábios estão aí encostando os teus, me dirijo ao pescoço, mais precisamente ao pé do ouvido. Respiro, mordo de leve. Minha mão desliza pelo seu peito, sua barriga, chega na cintura. No cinto. Sobe e, no meio do caminho, desliza um pouco pra dentro da calça. Cinto ainda fechado. Se você for esperto, já percebeu minha fome. Minha mão já sentiu o volume, o pulsar. Sua respiração mudou, tá tudo bem?
Tiro a mão dali bem devagar, o lado dela sobe roçando em ti... Pouso minha palma em sua barriga. Meu rosto afunda no teu pescoço e ombro, eu sinto tua barba me arranhando e tua respiração provocando, inquieta, desritmada (essa palavra existe? Não importa). Me deixa com calor e avermelhada por passar a barba no meu rosto, no meu pescoço, enquanto tua mão suavemente encosta na minha nuca.
Agora eu viro de costas pra ti, me deito.
Onde estávamos? Ah! Na nuca. Teus dedos se perdem nos meus cabelos e tu puxa minha cabeça pro lado. A pontua da tua língua toca a base do meu pescoço e vai descendo pela coluna. Alternando entre a ponta da língua, o roçar dos lábios e da barba pelo meu corpo. É incrível como quando tu sente que me arrepio ou estremeço, um pouco, sobe alguns centímetros e recomeça. Delícia.
Torturadores não podem ter pressa.
Aprendi contigo.
Agora sou eu quem brinca. Beijo, desço, aperto, arranho. Não chego até o alvo, mas fico perto dele pra te provocar. Passo pro lado e mordisco perto algumas vezes... tu sabe que em algum momento eu vou cair de boca, né? Contigo eu não me aguento. E hoje quem dita as regras desse jogo sou eu.
Enquanto faço isso, tua mão massageia minhas costas e bunda. De repente, me joga pro lado. Hora de me tratar como rainha. Hora de me escravizar te escravizando.
Eu entendo o convite. Te conheço.
Tu com as mãos, com os dedos. Eu com a boca.
Eu com as mãos, tu com a boca.
Tá conseguindo acompanhar?
Agora eu travo seu quadril com as duas mãos pra não ter escapatória. Agora tu é meu. E eu sou todinha tua. Vem, me chupa. Vamos parar de provocação. Tua boca desce até minha virilha, teu rosto está de frente com a minha boceta. Eu sinto tua respiração, tu sente o calor, a umidade. O gosto. Quando tu boca encosta, eu estremeço, latejo, pulso. Igual ao teu pau quando encontra minha boca. Tesão mútuo. Aliás, que tesão que você é.
Quer que eu continue? Minha boca está salivando, doida pra te engolir.
Tu está no trabalho, desculpa.
Então vamos continuar essa história outro dia. Ao vivo.
Se quiser, me manda uma mensagem com uma única palavra: "Quero."
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