terça-feira, 12 de maio de 2015

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E fica a curiosidade pelo sonho que fez acordar com os dedos inquietos e a calcinha molhada.

(mas seria melhor se eu não lembrasse do maldito vídeo do "toda babada".... damn)

segunda-feira, 11 de maio de 2015

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prefiro os teus dedos
na ausência deles, me viro com os meus
me viro com as lembranças, com a imaginação, com as fantasias
me viro e me reviro
meus dedos viram os teus, juntando dois fica mais grosso, viram teu pau
meto e tiro, molhada de saudade, de vontade
aquele barulho de boceta molhada no silêncio do quarto, minha respiração
olhos fechados, minha respiração vira a tua, me contorço
lambo os dedos com o meu gosto, teu pau com o meu gosto, tua boca
me contorço de novo, teus braços me apertando
meto e tiro, molhada de tesão
tesão que não cabe, transborda, explode
gozei.
gozei contigo
abri os olhos, tu já tinha ido
no celular nenhum sinal, nenhum recado
virei pro lado, dormi.
amanhã a gente se encontra de novo por aí

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Pau é uma questão de saber usar. Tamanho e espessura não fazem diferença, desde que o cara saiba o que tem no meio das pernas e o que deve fazer com aquilo pra que a mulher goze - ou, pelo menos, tenha um orgasmo já que nem todas tem facilidade de gozar.

Mas sexo oral... Se o cara souber usar o pau e não souber fazer oral. Ah, que bela merda! Na minha opinião, o contato no sexo oral é muito mais significante do que pegar o pau e meter. No sexo oral é que o cara mostra o quanto conhece a anatomia de uma mulher. Onde encosta, quando encosta, como encosta. Os movimentos, a intensidade. É a preliminar mais preza, mais foda, mais do caralho. E poucos sabem fazer direito. Não tem receita, isso se observa no momento, mas me impressiono com a pobreza do repertório dos rapazes - que me contam, e umqueoutro que já tive o azar de cair na boca.

Teve um, uma vez, que antes mesmo de eu encostar no pau dele já quis se aventurar e me chupar. Ok, vamos ver - eu pensei. No encostar da língua e no primeiro movimento desorientado, segurei a cabeça do moço e sugeri que parasse. Sim, fiz isso. Foda-se, não me interessa se magoei o amigo. Sexo oral é uma coisa, imitar gato tomando leite é outra completamente diferente. Botei minha calcinha, meu vestido e subi pra jogar uma sinuca, beber uma ceva e espairecer com um cigarro.
- Cadê o fulano?
- Sei lá, lá embaixo eu acho, dormindo talvez, ou no banheiro batendo punheta.
- Não acredito que tu fez isso
- Olha pra minha cara de quem dá pra cara que não sabe nem me chupar
Minha irmã riu. Pimenta no cu dos outros é tempero, né. Mas tudo bem, eu ri junto.
Nunca mais nos falamos, eu e ele. Graças a Deus.

Teve um outro, já mais recente, que o sexo oral durou 3 segundos. Ou algo próximo disso, pra mais ou pra menos. Eu gostaria de descrever pra que nunca fizessem o que ele fez, mas eu estou até hoje tentando entender o que ele fez. Talvez um dia eu consiga explicar. A única coisa que eu posso dizer é: usem a língua no sexo oral. E na falta de uma língua com habilidades, usa o dedo, mas não fica ali fingindo que tá rolando uma coisa que não está.

Uma amiga um dia me contou de um cara que não curtia chupar. Já ouvi falar de caras que não curtem beijar a mina depois que recebem um boquete. Já ouvi falar de gente que acha nojento encostar na barba lambuzada depois do cara chupar com vontade. Sei que tem gente que só faz sexo oral com camisinha. Sei de caras que não fazem sexo oral depois que já rolou penetração. Sei de meninas que não chupam pau do cara na primeira foda. Sei de caras que não curtem receber boquete, curtem só chupar. Ih, tem vários.

Eu me considero uma pessoa de sorte por nunca ter cruzado com gente assim na minha vida - tirando os dois casos trágicos comentados ali. Pra mim, sexo oral é fundamental. Fazer e receber. Antes, durante e - por que não? - depois.

Uma boca chupando uma boceta molhada.
Um pau pulsando na boca, a língua passando na cabeça molhada.
Gozar na boca em um 69.

Tudo uma questão de bagagem.

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Ele busca a cerveja enquanto eu fecho um. O videogame no pause.
É a pausa pra pizza, pra larica, pra janta.
Ele volta, senta no sofá. Eu acendo, ele abre e põe a cerveja nas taças.
Ajeitamos a pizza. Damos um tapa.
- Vou passar pra ti direto na boca, vem cá.
Virou um beijo, os dois sem roupa.
Em uma mão, o baseado; na outra, o pau dele duro.
- Pega essa merda que tá me atrapalhando.
Uma mão abriu mais a perna, a outra colocando aquele pau gostoso na minha boca.
- Fuck, puta que pariu
- É pra parar?
- Claro que não, cala a boca e me chupa
A fumaça do baseado me inspirava em conjunto com o tesão que eu tava sentindo, que ele estava sentindo
- Vou gozar na tua boca, eu sei que tu gosta
[...]
Comi a pizza de sobremesa.
Dei um tapa, deitei no sofá. Peguei o controle, minha vez de jogar.
E dele me chupar.

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É provocação aqui, ali, na voz e na escrita. Ele me pergunta o que eu gosto, como eu gosto. A vontade é responder que o que ele fizer, eu vou gostar. O desejo não é de agora, o tesão não é recente. Cala a boca, não pergunta, vem e faz. Faz do jeito que tu sabe. Passa a barba no pescoço, me beija, enrola meu cabelo na tua mão e puxa. Puxa de leve, com força, intercala. Me cala. Com o pau na minha boca. Passa ele onde quiser, lambuza. Reveza, me chupa. Passa tua barba na minha coxa, sente o resultado das tuas provocações; encosta a boca, a língua, chupa. Chupa com a vontade que tuas palavras entregaram que tu sente. Clitóris inchado, pulsando, usa os dedos se quiser. Sem pressa. Mas não demora, quero sentir teu pau me fodendo. Aproveita que é mais perto, só sobe e encaixa. Fode com vontade, come com tesão. Se a perna cansar, reveza. Deita, descansa. Te chupo com vontade, de leve, sinto meu gosto no teu pau e o pulsar do tesão. Que delícia, que vontade. Não vai ser agora que tu vai gozar, não sem antes me comer de quatro segurando meu quadril. Mete, mete fundo e com vontade. Ouve o meu gemido, repara no lençol franzido, na musculatura se contorcendo. Avisa quando for gozar, me vira, põe teu pau na minha boca. Goza pra eu sentir o teu gosto. Eu engulo.

Puta que pariu. Deita do meu lado, em silêncio até o folego retornar.
Não tem nada a ser comentado.
Não tem perfume melhor pra um quarto do que o cheiro de uma boa foda.


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Obrigada por ter sido morno, por ter sido careta, por ter sido conservador.

Obrigada por restringir sexo ao quarto, por me respeitar em locais públicos, por achar inadequado apertar a minha bunda discretamente na escada rolante ou encostar em mim pra eu sentir o teu pau duro em lugar público. Obrigada por ser papai-e-mamãe, por me pedir pra cuidar com barulhos, por ser cauteloso. Obrigada por não fumar maconha porque queria curtir o sexo, e por não me deixar fumar maconha com medo de eu ficar sonolenta. Obrigada por cuidar a quantidade de álcool, por me pedir pra beber caipirinha ao invés de me deixar beber whisky. Obrigada por me policiar quando eu me apoiava no balcão pra pedir mais uma ceva, por dizer que aquilo não era coisa de mulher fazer. Obrigada por me criticar quando eu acendia meu cigarro com uma mão, segurava a cerveja com a outra e curtia o rock que tava tocando na noite - isso também não era coisa de mulher, ficava feio. O cigarro, hoje, concordo, era horrível. Mas te garanto que uma saia curta, os cabelos ruivos, o corpo gostoso e uma bota de cano alto apoiada na parede... Ah, só pra ti que era inconveniente. Obrigada por espantar os caras de perto de mim, por vir sempre marcando território. Obrigada por me fazer ir embora de festas porque tu já tinha ultrapassado o limite etílico que teu organismo aguenta. Obrigada por ter me tratado como uma rainha, como uma dama.

Se hoje fodo por todos os cantos, se não vejo problema em demonstrar tesão na frente dos outros, se gosto que me façam puta na cama, vagabunda nos cantos, me comam onde bater o tesão; se hoje fumo baseado e bebo o que eu quiser, se uso saia curta com ou sem calcinha, se apoio a bota na parede ou prenso um cara sem receio contra uma perde; se hoje eu sei o que eu não quero, devo a ti. 

Me trata como menina, como mulher. 
Mas me deixa ser putavagabunda quando eu quiser. 
Isso não é perder o respeito. 

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entre lençóis
sem pudor
por tato por tanto
por amor
não a ti
ao desejo
o ápice brindado com um beijo
tesão
bebemos do corpo um do outro
molhamos a pele mais um pouco
suor saliva gozo
vulcão
o meu quadril
o seu
olhar no meu
suor
em nós
explode eclode
amor paixão
não sei não tem
me fode

[...]