Fato é que eu tenho ficado cada vez mais impressionada com uma coisa específica: estamos em 2013 e as pessoas ainda consideram vagabunda, promíscua, puta, a mulher que faz sexo. Se ela faz sexo e filma, é vagabunda; se ela tira fotos nuas, é puta. E por aí vai.
Sejamos sinceros: todo mundo beija, agarra, chupa, engole, fode. Tua mãe já fez. Tua mãe talvez faça. Todo mundo já assistiu pornô, e se não existissem pessoas dispostas a expor o seu corpo certamente tu não teria a quem assistir. Tu não teria em quem te inspirar. Tu, homem preconceituoso, não teria inspiração pra punheta em dias que te faltam mulher e imaginação. As pessoas não pensam nisso?
- Pra mim, não existe nada mais gostoso que iniciar um beijo inocente e partir pro puxão de cabelo - forte ou de leve -, pras mãos apertando a cintura, levantando de leve ou de imediato a camisa ou camiseta. Não existe nada mais delicioso do que um beijo inocente se transformar em corpos suados, unhas, enquanto a "linda" vira a "sua puta" e o tesão contido vira um "me fode" ou "quero te comer". O cavalheirismo de um homem numa mesa de jantar é lindo demais, mas nenhuma cena se compara com a cabeça dele no meio das nossas pernas nos chupando com vontade. E qual o problema em retribuir isso? Chupar com a mesma vontade, falar as putarias ao pé do ouvido e, se for preciso, mandar calar a boca porque quem manda agora é ela? Nenhum.
Sendo assim, me sinto apta a falar sobre as minhas experiências e, se algum dia tudo isso aqui vazar, eu não vou me suicidar por ter minha vida exposta. Mas espero que, pelo menos, sirva de inspiração pra alguém.
A nossa primeira noite.
Pela minha boca já passaram saliva de muitos, eu diria. Mas a porra só passou daquele que foi especial. É o máximo da intimidade que alguém pode chegar comigo, e acredito que com qualquer mulher. O último relacionamento me fez entender o quão foda pode ser o sexo entre duas pessoas. Foi, talvez, o cara que eu mais tive intimidade e tesão na vida até agora.
Na noite em que toda a história começou, eu já sabia quem ele era. Não nos conhecíamos, mas já nos conhecíamos. Entre uma taça e outra, entre uma dose e outra, eu não aguentava mais a troca de olhares. Perdi a paciência, dei um beijo. Aquele beijo durou, se estendeu por cantos da pista e parou em um sofá. O sofá se estendeu, parou no carro. Carona, hora de ir embora, estacionamento. No carro, um outro beijo e outro e outro... De repente aquela barba por fazer parou de passar pelo meu pescoço e a língua parou de passar na minha boca, olho no olho, as mãos afastaram as minhas coxas e os dedos por baixo da calcinha. Tesão define. O beijo recomeçou, eu já estava completamente molhada quando a minha calcinha foi colocada de lado e o beijo desceu. Agora a barba passava nas minhas coxas e ele me chupava com uma vontade ímpar, por vezes parava e colocava os dedos, me olhava e dizia: puta que pariu, eu quero que tu goze. - Já gozei. - De novo, eu não quero parar.
Talvez ele não lembre desse diálogo, mas nessa hora a minha reação foi pular pro colo dele na direção e sentar naquele pau gostoso. Quase 2 horas depois achamos melhor sair dali. Com as calças abertas e a minha mão na coxa, ele me levou até em casa. O gosto que ficou foi o de "quero mais".
No dia seguinte, eu estava no clube, meu celular vibrou e era uma mensagem inbox no facebook. Oi. Naquele momento eu sorri, ri sozinha, respondi a mensagem. Ele lembrava de ter me levado em casa, mas não lembrava o endereço, falei onde era e perguntei: mas pelo menos lembrou de fechar a calça? - Ele riu, talvez sem jeito, e naquele momento eu senti de novo aquele tesão e tive só uma certeza: eu quero esse homem pra mim.